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Agro em 2026: Zema e Caiado delineiam agendas para o setor
Os pré-candidatos à Presidência da República em 2026, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), têm apresentado propostas que visam moldar o futuro do agronegócio brasileiro. Com abordagens que, em alguns pontos, convergem e em outros divergem, ambos buscam atrair o eleitorado rural e demonstrar compromisso com um dos pilares da economia nacional. As plataformas em formação tocam em temas cruciais como crédito, seguro rural, infraestrutura, abertura de mercados, produção de fertilizantes, inovação tecnológica e segurança jurídica.
Romeu Zema, atual governador de Minas Gerais, tem sinalizado um viés de liberalismo econômico em suas propostas. Para o agronegócio, isso se traduz em um discurso focado na desburocratização, na redução da carga tributária e na busca por maior eficiência na gestão pública. A ideia é criar um ambiente de negócios mais favorável, com menos intervenção estatal e maior protagonismo do setor privado.
Em relação ao crédito rural, a expectativa é de que Zema defenda mecanismos que incentivem a participação de instituições financeiras privadas, possivelmente com a revisão de subsídios e a promoção de instrumentos de mercado. O objetivo seria modernizar o acesso ao financiamento, tornando-o mais ágil e adaptado às necessidades específicas dos produtores.
Quanto à infraestrutura, um dos gargalos históricos do agronegócio, Zema deve apostar em parcerias público-privadas (PPPs) e na concessão de rodovias, ferrovias e portos para otimizar o escoamento da produção. A eficiência logística é vista como fundamental para a competitividade do Brasil no cenário internacional.
Ronaldo Caiado, governador de Goiás, tem um histórico de atuação direta no setor agropecuário, o que confere um peso distinto às suas propostas. Sua agenda tende a ser mais pragmática, buscando soluções que conciliem a produção com a sustentabilidade e o desenvolvimento regional.
No que tange ao crédito e seguro rural, Caiado provavelmente defenderá a manutenção e o aprimoramento de programas existentes, com foco na ampliação da cobertura e na simplificação dos processos. A previsibilidade e a segurança para o produtor diante de intempéries climáticas são pontos centrais.
A questão dos fertilizantes, um insumo estratégico e de forte dependência externa, deve figurar com destaque nas propostas de Caiado. A busca por alternativas de produção nacional, a diversificação de fornecedores e a otimização do uso desses insumos por meio de tecnologias são caminhos a serem explorados.
A segurança jurídica é outro tema que ambos os pré-candidatos parecem reconhecer como essencial. Para produtores e investidores, a clareza nas leis, a estabilidade regulatória e a proteção da propriedade privada são fundamentais para a tomada de decisões de longo prazo e para a atração de investimentos.
A abertura de novos mercados e a ampliação do acesso a mercados já existentes são objetivos comuns. Nesse sentido, as propostas podem envolver a negociação de acordos comerciais, a simplificação de exigências sanitárias e fitossanitárias e o fortalecimento das missões comerciais brasileiras no exterior.
A tecnologia e a inovação são vistas como vetores de produtividade e sustentabilidade. Espera-se que ambos os pré-candidatos incentivem a pesquisa e o desenvolvimento, a adoção de novas técnicas de manejo, a agricultura de precisão e a digitalização do campo.
As divergências, caso surjam, podem residir na intensidade do papel do Estado e na forma de intervenção em setores específicos. Enquanto Zema pode advogar por uma menor participação estatal, Caiado pode defender um papel mais ativo em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do agronegócio.
É importante ressaltar que estas são propostas em estágio inicial de elaboração. Acompanhar os debates e o aprofundamento dessas agendas será crucial para produtores e investidores definirem suas posições e expectativas para o futuro do setor agropecuário brasileiro.
Autor/Fonte: Equipe CAMORIM Agro